Resumo do post
- Para: empregados CLT, domésticos, MEI, autônomos, facultativos e rurais
- Objetivo: explicar o que é o CNIS, como identificar e corrigir erros de vínculos, remunerações e contribuições para evitar indeferimentos e perdas no valor do benefício
O que é o CNIS e por que ele é crucial
- O CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais) reúne vínculos, remunerações e contribuições que o INSS usa para:
- Reconhecer períodos trabalhados e contribuições.
- Calcular carência, qualidade de segurado e valor dos benefícios.
- Erros no CNIS = risco de indeferimento ou benefício com valor menor.
Erros mais comuns que você precisa encontrar
- Vínculos sem remuneração: contrato aparece, mas salários faltam.
- Contribuições pagas com código errado (ex.: facultativo quando havia atividade remunerada).
- Competências sem recolhimento (buracos).
- Dados cadastrais divergentes (nome, CPF, NIT/PIS/PASEP).
- Contribuições em atraso não reconhecidas por falta de prova de atividade (contribuinte individual/MEI).
- Duplicidade de NIT/PIS, gerando histórico quebrado.
Como baixar e revisar seu CNIS
- Acesse Meu INSS > Extrato de Contribuição (CNIS).
- Baixe em PDF e/ou consulte em tela. Revise:
- Identificação: nome, CPF, NIT.
- Vínculos: datas de admissão/saída, CNPJ/CPF empregador.
- Remunerações: valores mês a mês.
- Contribuições: competências pagas (códigos de pagamento).
- Dica: crie uma planilha com colunas: competência, vínculo, remuneração no CNIS, comprovantes que você possui, situação (OK/ajustar).
Provas e documentos para cada tipo de correção
- Empregado/Empregada doméstica/Avulso:
- CTPS (anotações legíveis), holerites, TRCT, extratos FGTS, CAGED/eSocial (quando aplicável), declarações do empregador.
- Contribuinte individual/MEI:
- GPS/DAS pagos, notas fiscais, RPA, contratos/recibos, comprovantes de prestação de serviços, inscrição municipal.
- Faculdade/facultativo:
- Comprovantes de pagamento com o código correto (não há recolhimento em atraso válido).
- Segurado especial (rural):
- Início de prova material contemporânea: bloco de produtor, notas de venda, ITR, contratos de parceria/arrendamento, certidões, declaração de sindicato.
- Identidade/NIT:
- Documentos pessoais e comprovantes do número correto (cartão PIS/PASEP, carteira de trabalho, extratos Caixa/BB).
Passo a passo para corrigir vínculos e remunerações
- Organize o dossiê
- Liste os períodos com erro e separe as provas por competência.
- Abra o pedido no Meu INSS
- Serviço: Atualizar Vínculos e Remunerações (ou “Acerto de Vínculos e Remunerações/Acerto CNIS”).
- Selecione o período e descreva o erro de forma objetiva: “Ausência de remunerações de 03/2018 a 10/2018 no vínculo CNPJ X”.
- Anexe os documentos
- Escaneie em boa qualidade, agrupando por período (ex.: “Remunerações_2018.pdf”).
- Prefira comprovantes oficiais e contemporâneos (holerites, extratos FGTS, CTPS legível).
- Acompanhe e responda exigências
- Monitore o Meu INSS e o app para “Cumprir Exigência”.
- Se o INSS solicitar mais provas, responda no prazo com documentos adicionais.
- Em caso de indeferimento
- Utilize o Recurso Administrativo (CRPS). Estruture com:
- Síntese do erro.
- Lista de provas anexas.
- Fundamento normativo/regra administrativa aplicável.
- Pedido claro de retificação do CNIS.
Contribuições em atraso: quando valem e quando não
- Contribuinte individual: pode recolher em atraso se provar atividade no período (podem incidir juros/multa; geralmente contam para carência e tempo se aceitas).
- MEI: DAS atrasado regulariza, mas pode ser necessário complementar (GPS) para elevar a base de cálculo.
- Facultativo: não vale recolher em atraso para cobrir meses passados.
- Atenção: sem prova da atividade, o INSS pode não validar o recolhimento atrasado.
Como corrigir código de pagamento errado
- Se você contribuiu como facultativo, mas exercia atividade remunerada, peça a retificação do código e a validação como contribuinte individual, anexando provas da atividade (notas, contratos, RPA).
- Se contribuiu como individual estando desempregado sem atividade, avalie a manutenção como facultativo — e os impactos na carência/qualidade.
Duplicidade de NIT/PIS: unificação
- Identifique todos os números vinculados a você (PIS antigo, NIT, PASEP).
- Solicite unificação (vinculação de cadastros) ao INSS para evitar históricos quebrados.
- Anexe documentos pessoais e qualquer comprovante de vinculação ao número.
Boas práticas para manter o CNIS “redondo”
- Revise o CNIS a cada 6–12 meses.
- Guarde holerites e GPS/DAS por, no mínimo, 10 anos.
- Cheque o código de recolhimento antes de pagar.
- Em trocas de emprego, confirme se o novo vínculo já apareceu no CNIS após 60–90 dias.
- Para MEI: avalie a necessidade de complemento para melhorar a média de cálculo.
Checklist rápido
- Baixar o CNIS mais recente no Meu INSS
- Mapear lacunas: vínculos sem remuneração, competências ausentes, códigos errados
- Separar provas por competência e tipo de vínculo
- Abrir pedido de “Acerto de Vínculos/Remunerações” com descrição objetiva
- Anexar documentos legíveis e contemporâneos
- Acompanhar exigências e, se preciso, preparar Recurso ao CRPS
Nota legal e atualização
- O CNIS é regido por normas previdenciárias e instruções administrativas. As regras de uso do CNIS e seus efeitos mudam com atualizações recentes. Mantenha-se atento a portarias e comunicados do INSS/MPS divulgados oficialmente.
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